Questão escrita ou Bo-lero Instrumental
Questão escrita.
Como se me apontassem o dedo (o indicador empoeirado de um peregrino) para dizer como estou feio, como estou coberto com andrajos ou fantasias baratas e ridículas, como sou servil com a minha escrita. E agora o Anjo da Anunciação tem outro rosto, com um lado que eu não vejo, mas eu já sabia eu já sabia da doença que atacou as minhas letras em qualquer lugar e que eu ando manchado e empobrecido. Só não sei de onde vem a fraqueza, se já houve dom ou talento, se não houve. Se é cíclico ou meu brilho está fading away por aí. Em divãzinhos de veludo puído, em bilhetinhos da década de 60, saguões de cinemas abandonados, na diversão mais indiana do mundo.
Na pimenta, na pimenta.
E não há médico para as letras ou estetoscópio de versos. Bo-lero.
Mas o dedo apontado é um aviso da minha própria missão escolhida, além de viver quixotescamente, escrever para Alonso Quijano.
(mas isso agora está tão fora das férias na Califórnia, do fim da primeira temporada do seriado, da minha risada que nunca foi tão doce intensa translúcida romã, dos meus pés na fórmica).
Questão escrita. Só. Ou tudo, tudo e o pior _
é que eu comecei a me medir por dedos.

1 Comments:
At 6:52 AM,
Anonymous said…
talento não é a palavra,
canal é mais apropriado, e vc dear sabe o que pode com o que escreve, acho que é que nem maré...
o negócio é anotar os movimentos...
sempre fã!
Post a Comment
<< Home