Joelho esfolado
Se o rosto já não é meu coração ainda é branco e não tenho medo da malária do início do verão no fim da aléia. A única liberdade concedida é a página impressa ou a página escrita com a minha letrinha tão miúda para quem a conhece e então. Posso subir na árvore mais alta para te esperar chegar e posso chorar agora sem glórias e ter tudo atravessado aqui como, eu comia, eu não quero ouvir nada que não tem a ver, eu não quero, eu queria ficar sozinho agora até esquecer, eu não mereço tanta. Por que é tão difícil ser só feliz e por que as pessoas vão provocando dores como longos rios cheios pelas chuvas sem saber só alargando as margens como se o sofrimento de antes fosse estreito demais e como se qualquer felicidade merecesse soçobrar no final da tempestade como se quisessem arrancar a âncora ou as velas ou a parte mais estúpida do barco que é o coraçãozinho branco, eu queria que me vissem infantil e tolo com o joelho esfolado estou assim agora. Precisando de mertiolate e de uns vinte anos de exílio do chinel e da bicileta e de um making out crepuscular embaçado pelas minhas lágrimas quentes na sua bochecha só dessa maneira eu poderia melhorar um pouco. O joelho, o coraçãozinho, o rosto, a parte estúpida do barco e. As lágrimas estão caindo a esmo como as plumas da fada pluminha e talvez sirvam como neve para aranhas ou formigas que eu. Estou ferido.

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