Parri Burger nº8
Por que eu não saio por aí tentando converter as pessoas a minha religião pessoal? Buenos Aires. Alguns esperam Deus, a cura do câncer por algum laboratório de Cleveland, a redução da desigualdade social no Brasil. Eu espero voltar para tardes cinzentas na Avenida de Mayo. Voltar deve ser mais fácil do que uma primeira viagem. Eu devia chatear a todos (aqui é só o começo) com as figueiras enormes, os plátanos soltando folhas pontudas que podiam furar minha testa, os paraguaios vendendo qualquer coisa barata, o que eu vi quando abri a porta do Café Tortoni ou de algum banheiro do Museo Nacional de Arte Decorativa. Como o saibro estava molhado nos parques infindáveis e as flores das cerejeiras estavam ainda verdes. Buenos Aires me ataca e me pede para descrevê-la. Como do avião eu a vi como uma estátua caída, como Paris depois do lançamento de alguma bomba de nêutrons. E o cheiro dos sebos.
Comecei querendo contar sobre o Parri Burguer e não deu tempo. Não faz mal. Fiel, fiel.

2 Comments:
At 1:59 PM,
Normanda Asterixiana said…
Original esse teu blog. E interessante. Pena que nunca te acho no msn.
At 1:59 PM,
Normanda Asterixiana said…
Original esse teu blog. E interessante. Pena que nunca te acho no msn.
Post a Comment
<< Home