O outro (rs)
Eu me torno lentamente outro; o que frustra os planos do anterior. Um menos piegas, menos infame. Quase saindo para o mundo (é mesmo necessário passar um ano em Nova York? algum aparelho nos dentes melhoraria meu sorriso? _ tem gente que acha que Estética é isso). Eu quis ser outro o tempo todo e só agora, entre escorregões na descida da cachoeira, eu vi que consegui. Posso dispensar alguém inconveniente no Messenger, mandar dizer que não estou e não atendê-los, usar correntes no jeans. Vai sempre haver alguém. Já houve Naldo, der Gute _ Naldo, der Schöne _ mas o próximo só fala quíchua (exceto pela palavra Guañucta _ que saiu de vez do meu vocabulário, pur Taita Dius) _ um verbo é uma palavra? Perdi realmente as piores inseguranças, a vaidade de agora é relativa. Am I cool? Talvez. Isso começou com os pensamentos a respeito da minha necessidade de pessoas (mas é mais desejo do que necessidade) e a chance de que o final do outro seja feliz é grande. Ele passará sob o arco-íris (céu de primavera) no Central Park e dirá para o seu amor-definitivo que irão novamente no restaurante húngaro do Brooklin. Sou outro _ o herói.

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