I took your waltz
Que você apareceu no final do mês passado;
(mancha azul no céu da madrugada)
e fomos fazendo:
LISTA _ elos de margaridas, ilha do Tesouro (onde estou enterrado),
mapa de cócegas, quilômetros transformados em centímetros, jogos
proustianos e esquadrões de ataque.
Você conheceu meu quarto (o edredon, o fosso) e meu corpo (cafuné e
beijos negociados) _ eu peguei sua gripe e afoguei com chá e "Friends".
Fomos a um convento, ao México, a pequenas cidades do interior
(muros de pedra, cinemas sem telhado)
E a cada dia quando você chega
eu não sei onde lhe colocar
(na estante entre Dickens e Austen, junto ao enxagüante bucal verde,
sob o urso polar, entre os lábios).
Troca de músicas e epígrafes.
E eu quero ser seu vizinho, o operário da obra em frente, o chefe, um
antigo professor de História, seu "pen pal" preferido, seu "roommate",
estagiário, o vendedor da papelaria, o primo que tomava os caldos.
Eu roubaria até o posto da sua esfinge pessoal.
Em noites encantadas e febris seu corpo de bússolas, a luz que existe
dentro do seu ombro me manteriam em êxtase _ o seu simples sono
rumo à diagonal.
(Meus braços-aléias-do-Hyde-Park).
I bow like a Chinese _ pelos momentos do seu dia que me são oferecidos
(eles ficam em um altar _ arroz e incenso).
E termino em suspiros já que apesar das andorinhas e hibiscos nem sei
onde estaremos no final desse mês.
(I took your waltz).
Poema escrito no último 9 de março. Continua valendo, será devidamente atualizado no momento oportuno. (rs)
(mancha azul no céu da madrugada)
e fomos fazendo:
LISTA _ elos de margaridas, ilha do Tesouro (onde estou enterrado),
mapa de cócegas, quilômetros transformados em centímetros, jogos
proustianos e esquadrões de ataque.
Você conheceu meu quarto (o edredon, o fosso) e meu corpo (cafuné e
beijos negociados) _ eu peguei sua gripe e afoguei com chá e "Friends".
Fomos a um convento, ao México, a pequenas cidades do interior
(muros de pedra, cinemas sem telhado)
E a cada dia quando você chega
eu não sei onde lhe colocar
(na estante entre Dickens e Austen, junto ao enxagüante bucal verde,
sob o urso polar, entre os lábios).
Troca de músicas e epígrafes.
E eu quero ser seu vizinho, o operário da obra em frente, o chefe, um
antigo professor de História, seu "pen pal" preferido, seu "roommate",
estagiário, o vendedor da papelaria, o primo que tomava os caldos.
Eu roubaria até o posto da sua esfinge pessoal.
Em noites encantadas e febris seu corpo de bússolas, a luz que existe
dentro do seu ombro me manteriam em êxtase _ o seu simples sono
rumo à diagonal.
(Meus braços-aléias-do-Hyde-Park).
I bow like a Chinese _ pelos momentos do seu dia que me são oferecidos
(eles ficam em um altar _ arroz e incenso).
E termino em suspiros já que apesar das andorinhas e hibiscos nem sei
onde estaremos no final desse mês.
(I took your waltz).
Poema escrito no último 9 de março. Continua valendo, será devidamente atualizado no momento oportuno. (rs)

2 Comments:
At 10:03 PM,
Normanda Asterixiana said…
Poderoso.
At 1:37 PM,
Normanda Asterixiana said…
Obrigada pela visita. Me diz uma coisinha: que hora costuma entrar no MSN? Queria conversar, um dia desses.
Post a Comment
<< Home